Foram realizados, pelo nosso grupo, inquéritos que foram respondidos por pessoas dos 14 aos 55 anos. Nesses inquéritos havia 4 perguntas que eram as seguintes:
Qual a 1ª coisa que lhe vem à cabeça quando pensa em cancro?
Sabe que tipo de cancro é que mais afecta as crianças? Se sim, qual?
A taxa de mortalidade é maior
Tem conhecimento de alguma criança que tenha passado pela doença?
Posteriormente, analisámos as respostas a cada pergunta de 3 maneiras diferentes, pela escolaridade, pela idade e pelo facto de terem ou não conhecimento de uma criança que tenha tido a doença. Construímos gráficos com os resultados e agora iremos analisá-los.
Quanto à escolaridade
Na primeira pergunta, independentemente da escolaridade de cada um, a resposta mais dada foi Morte. Mais de 70% das pessoas responderam morte nesta pergunta. Por vezes, há ainda quem ponha luta, doença grave, quimioterapia, medo, dor, no entanto estas respostas são bastante raras.
Na segunda pergunta os dados variam consoante a escolaridade. As pessoas com o primeiro ciclo e as pessoas com licenciaturas são as que mais correctamente responderam com uma percentagem de resposta certa de, respectivamente, 67% e 77%. É no secundário e no 9º ano que existem maiores dúvidas.
Quanto à terceira pergunta parece que, independentemente da escolaridade, as pessoas não sabem que a taxa de mortalidade é maior nos adultos no que nas crianças. Mais de 60% das pessoas acreditam que a taxa de mortalidade é igual nas crianças e nos adultos.
Na quarta pergunta as pessoas que mais conhecem crianças que tenham passado pela doença são pessoas com o 9º ano de escolaridade, no entanto o número de pessoas que conhece algum caso com a doença é bastante inferior ao número de pessoas que não conhece.
Quanto à idade
No que toca a idade dividimos os gráficos pelas seguintes idades: 14-16; 17-20; 21-25; 26-30; 31-35; 36-40; 41-45; 46-50; 51-55.
Na primeira pergunta, em quase todas as idades, a resposta mais dada foi morte. No entanto, entre os 41-45 anos a resposta mais dada foi dor/sofrimento e entre os 51-55 anos foi doença grave.
Na pergunta sobre o cancro que mais afecta as crianças, as faixas etárias que melhor sabem que é a leucemia são as que se situam entre os 21-30 e entre os 41-55. Nas restantes faixas etárias há muita gente que não sabe responder a esta pergunta.
Na terceira pergunta, em todas as faixas etárias, excepto numa, a resposta mais dada foi que a taxa de mortalidade é igual tanto em crianças como em adultos, o que é uma resposta errada. Em apenas um grupo etário, 36-40, a resposta foi que a taxa de mortalidade é superior nos adultos, o que, efectivamente, está correcto.
Na última pergunta, podemos constatar que, em geral, o número de pessoas que conhece alguma criança que tenha tido a doença aumenta com a idade de cada um. A faixa etária onde mais pessoas conhecem crianças com esta doença é entre os 31-35 anos e onde conhecem menos é entre os 14-16 anos.
Quanto ao facto de conhecer ou não alguma criança com cancro
Concluímos que o facto de conhecer ou não alguma criança com cancro não é relevante para as respostas dadas pelas pessoas, visto que, as respostas não variam de um caso para o outro. Como tal, não vale a pena estarmos a analisar pergunta a pergunta.
Depois de analisadas todas as respostas, chegámos à conclusão de que o conhecimento sobre esta doença é muito pequeno. Na primeira pergunta, a maior parte das pessoas escreveu morte, o que mostra uma grande falta de conhecimento, visto que, hoje em dia, o cancro já tem mais de 80% de taxa de sobrevivência. Na segunda pergunta, embora já haja muita gente que sabe que a leucemia é o cancro que mais afecta as crianças, existem muitas pessoas que ainda não o sabem. Na última pergunta, mais de 70% das pessoas erraram, pelo que está é outra pergunta onde detectamos a grande falta de informação sobre a doença.
Concluindo, é necessária uma maior educação sobre a doença, pois esta é uma doença muito actual, que pode afectar qualquer pessoa. Assim, é necessário que as pessoas estejam preparadas para o que possa acontecer.
sábado, 29 de maio de 2010
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