sábado, 29 de maio de 2010

Relatório dos Inquéritos

Foram realizados, pelo nosso grupo, inquéritos que foram respondidos por pessoas dos 14 aos 55 anos. Nesses inquéritos havia 4 perguntas que eram as seguintes:

 Qual a 1ª coisa que lhe vem à cabeça quando pensa em cancro?
 Sabe que tipo de cancro é que mais afecta as crianças? Se sim, qual?
 A taxa de mortalidade é maior
 Tem conhecimento de alguma criança que tenha passado pela doença?

Posteriormente, analisámos as respostas a cada pergunta de 3 maneiras diferentes, pela escolaridade, pela idade e pelo facto de terem ou não conhecimento de uma criança que tenha tido a doença. Construímos gráficos com os resultados e agora iremos analisá-los.

Quanto à escolaridade
Na primeira pergunta, independentemente da escolaridade de cada um, a resposta mais dada foi Morte. Mais de 70% das pessoas responderam morte nesta pergunta. Por vezes, há ainda quem ponha luta, doença grave, quimioterapia, medo, dor, no entanto estas respostas são bastante raras.
Na segunda pergunta os dados variam consoante a escolaridade. As pessoas com o primeiro ciclo e as pessoas com licenciaturas são as que mais correctamente responderam com uma percentagem de resposta certa de, respectivamente, 67% e 77%. É no secundário e no 9º ano que existem maiores dúvidas.
Quanto à terceira pergunta parece que, independentemente da escolaridade, as pessoas não sabem que a taxa de mortalidade é maior nos adultos no que nas crianças. Mais de 60% das pessoas acreditam que a taxa de mortalidade é igual nas crianças e nos adultos.
Na quarta pergunta as pessoas que mais conhecem crianças que tenham passado pela doença são pessoas com o 9º ano de escolaridade, no entanto o número de pessoas que conhece algum caso com a doença é bastante inferior ao número de pessoas que não conhece.


Quanto à idade

No que toca a idade dividimos os gráficos pelas seguintes idades: 14-16; 17-20; 21-25; 26-30; 31-35; 36-40; 41-45; 46-50; 51-55.
Na primeira pergunta, em quase todas as idades, a resposta mais dada foi morte. No entanto, entre os 41-45 anos a resposta mais dada foi dor/sofrimento e entre os 51-55 anos foi doença grave.
Na pergunta sobre o cancro que mais afecta as crianças, as faixas etárias que melhor sabem que é a leucemia são as que se situam entre os 21-30 e entre os 41-55. Nas restantes faixas etárias há muita gente que não sabe responder a esta pergunta.
Na terceira pergunta, em todas as faixas etárias, excepto numa, a resposta mais dada foi que a taxa de mortalidade é igual tanto em crianças como em adultos, o que é uma resposta errada. Em apenas um grupo etário, 36-40, a resposta foi que a taxa de mortalidade é superior nos adultos, o que, efectivamente, está correcto.
Na última pergunta, podemos constatar que, em geral, o número de pessoas que conhece alguma criança que tenha tido a doença aumenta com a idade de cada um. A faixa etária onde mais pessoas conhecem crianças com esta doença é entre os 31-35 anos e onde conhecem menos é entre os 14-16 anos.


Quanto ao facto de conhecer ou não alguma criança com cancro

Concluímos que o facto de conhecer ou não alguma criança com cancro não é relevante para as respostas dadas pelas pessoas, visto que, as respostas não variam de um caso para o outro. Como tal, não vale a pena estarmos a analisar pergunta a pergunta.


Depois de analisadas todas as respostas, chegámos à conclusão de que o conhecimento sobre esta doença é muito pequeno. Na primeira pergunta, a maior parte das pessoas escreveu morte, o que mostra uma grande falta de conhecimento, visto que, hoje em dia, o cancro já tem mais de 80% de taxa de sobrevivência. Na segunda pergunta, embora já haja muita gente que sabe que a leucemia é o cancro que mais afecta as crianças, existem muitas pessoas que ainda não o sabem. Na última pergunta, mais de 70% das pessoas erraram, pelo que está é outra pergunta onde detectamos a grande falta de informação sobre a doença.
Concluindo, é necessária uma maior educação sobre a doença, pois esta é uma doença muito actual, que pode afectar qualquer pessoa. Assim, é necessário que as pessoas estejam preparadas para o que possa acontecer.

Dia com as crianças


No dia 26 de Maio fomos ao IPO de Lisboa e na sala Lions podemos contactar com as crianças que estavam à espera da sua consulta de oncologia.
Levámos actividades para realizar com eles, como por exemplo, o jogo das latas, pulseiras, pompons e jogámos também playstation e fizemos pinturas, uma delas até nos foi oferecida.
Durante toda a tarde conseguimos ver o quão felizes eram aquelas crianças que mantinham o sorriso a todo o custo, embora as grandes dificuldades que lhe foram impostas pela sua débil saúde.
Com essa boa disposição, meteram-nos também muito felizes e fizeram-nos sair de lá com uma grande lição de vida: a felicidade está nas pequenas coisas do dia-a-dia e são elas que nos fazem ultrapassar os grandes obstáculos da vida.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Palestra final



A nossa palestra final teve lugar na Escola Secundária Stuart Carvalhais, pelas 17h30, no dia 12 de Maio de 2010, onde pudemos expor todo o projecto realizado ao longo do ano lectivo inteiro.
Como convidados tivemos a Dra. Filomena do IPO, a Dra. Alexandra da Associação Acreditar, o Sr. Pedro Bello (pai de uma criança que passou por uma doença oncológica), a Dr. Marta Rodrigues da Universidade Sénior de Massamá, o Presidente da Junta de Freguesia de Massamá e ainda o Vice Presidente da Câmara de Sintra. Para além destes convidados, contámos ainda com a presença de 46 pessoas.
A sessão iniciou-se, então, com um discurso do Presidente da Junta de Freguesia de Massamá, que fez referência à importância da mobilização dos jovens para problemáticas como esta e felicitou a professora Fátima Guerra, pelo seu trabalho enquanto professora de Área de Projecto.
De seguida, coubemo-nos a tarefa de dar a conhecer ao nosso público uma síntese do trabalho desenvolvido ao longo do ano.
A Dra. Filomena foi a segunda dos nossos convidados a falar. Fez um pequeno resumo de quais os tipos de cancro mais frequentes, quais os sintomas, de como o IPO (na área de pediatria) funciona, de que maneira a equipa do IPO é importante para o tratamento, como as famílias reagem à doença e ainda nos contou histórias vivenciadas por ela que mostram a enorme força de muitas crianças.
Após a Dra. Filomena falar, chegou a vez da Dra. Alexandra, que nos deu a conhecer o papel da Associação Acreditar, a sua forma de funcionamento e que nos contou, também, algumas histórias pelas quais passou. Em seguida, entregámos-lhe o dinheiro angariado ao longo do ano e ainda todos os brinquedos que conseguimos recolher. Os pensos coloridos já tinham sido entregues numa ida à Acreditar.
Por último lugar, o Sr. Pedro Bello contou-nos a história da sua filha Joana e de todos os sacrifícios e esforços que fez para a tentar salvar. Entregámos-lhe também as cuecas e meias que comprámos com o dinheiro que conseguimos angariar em apenas três dias, atendendo ao desafio que ele nos propôs.
Após todos estes oradores, a nossa palestra chegou ao fim e com ela chegou também a concretização dos objectivos que nos faltavam: dismistificar a ideia de que cancro = morte e promover a aceitação de crianças com cancro na sociedade/ escola.

Angariações


Ao longo de todo o ano, o nosso projecto teve uma vertente que se focava em angariações para podermos ajudar a associação Acreditar e, consequentemente, o IPO.
Estas angariações consistiram na recolha de pensos coloridos, pequenos brindes e na venda de produtos fornecidos pela Acreditar.
Em relação aos pensos coloridos, estes destinam-se às crianças do IPO para que após uma injecção possam ter um penso “alegre” em substituição do penso castanho habitual e, desta forma, não levem as recolhas de sangue ou tratamentos como algo que magoa e que é aborrecido. Os pensos foram recolhidos na Junta de Freguesia de Massamá, na Maria Doceira, alguns foram oferecidos por parte do Continente e a Makro, ao ter-se interessado pelo nosso projecto, acabou por nos oferecer 500 caixas. No total, acabamos por recolher mais de quinhentas caixas de pensos que, certamente, vai deixar muitas crianças felizes.
Os pequenos brindes são oferecidos a cada criança após os tratamentos no IPO para que se divirtam e para que não deixem de ser “crianças” só porque estão a ser sujeitos a tratamentos intensos. Estes brindes foram recolhidos, na sua maioria, na Junta de Freguesia de Massamá, onde os habitantes depositaram aqueles brinquedos que tinham em casa e que não precisavam, sendo que estes estavam todos em bom estado.
A venda de produtos da Acreditar que efectuamos foi árdua e exaustiva, mas revelou-se bastante positiva. Depois de termos vendido os artigos aos encarregados de educação nas reuniões de pais do 2ºperíodo, na Maria Doceira, no Infantário do Povo e no Baile de Carnaval da Universidade Sénior e a todas aquelas pessoas que conhecíamos, conseguimos obter a quantia de 728€.
Em suma, foi com bastante dedicação que nos empenhamos nesta parte do projecto e com os resultados obtidos conseguimos, claramente, verificar que os nossos objectivos foram todos ultrapassados.


Obrigada pela colaboração de todos!